Monday, March 17, 2008

Tokio Hotel


Oh desgraça! Oh vida infeliz! Não houve concerto de Tokio Hotel... seus traidores!
Ainda não sei a razão, mas cá para mim... ele teve dificuldade em levantar o cabelo, então mais vale adiar ou cancelar, do que deixar que o vissem assim!


Friday, March 14, 2008

Festival

Com concorrência desta, ainda não é este ano que ganhamos a Eurovisão:



Ahhh! Bandidos!

Há um ano

Há um ano atrás, mais ou menos por esta hora, já estava na salinha de espera do hospital. Tinha de me apresentar às 9h, com malinha para alguns dias. No dia seguinte, seria operada. Cheguei, e tal como eu mais pessoas também aguardavam que lhes dessem instruções. Iríamos falar com o chefe de cirurgia, depois com o anestesista, e dali seguiríamos para a nossa cama, até ao dia seguinte. Ora pois que sabia que me esperavam algumas horitas de seca, mas nunca imaginei o que se seguiria. O nosso sistema de saúde é realmente o máximo. Nenhum de nós, quando ali chegou, tinha cama disponível, assim teríamos de ir aguardando à medida que iam sendo dadas altas a outros doentes, para termos onde ficar. Eu esperei 9 horas(!!) numa cadeirinha até, finalmente, me ser atribuída cama. E ainda vi quem regressasse a casa, pois não havia nada disponível, e como afinal a operação seria só de tarde, podia vir no dia seguinte...

Lá me foi atribuído o quarto (ao menos calhou-me um individual – toma lá), e agora... esperar... comecei a ficar de tal forma que nem me cabia um feijão, e quando o médico sugeriu uma coisinha fraquinha para ajudar a dormir, pois venha ela! O que mais me preocupava era a anestesia – doce ignorância, se soubesse o que se seguia, aí tinha deitado a fugir de bata pelo hospital fora. Por falar em bata....
Fui a primeira da manhã a ir à faca naquele bloco. Já estava em jejum há horas, mas nem era isso que me preocupava. Mandaram-me ficar em pelota, vestir uma bata, que mais parecia feita de papel, e uma touca que concerteza deveria acentuar os meus lindos olhos castanhos. Descemos de maca, e a partir dali não há cá vontade própria: vais de maca, pegamos em ti ao colo, mijas para a aparadeira e é se queres! Em cima de nós um daqueles focos gigantescos, ao longe os médicos a falar de futebol, as enfermeiras em conversa de circunstancia comigo, contagem decrescente até que se apaga. Acordei umas horas depois, a tremer de frio... tremia tanto que até me doía o corpo. Voltei a tombar... dali o resto do dia foi uma névoa. Pessoas a irem-me visitar, telefonemas nos quais balbuciei qualquer coisa, mas nem sei o quê, um tubo que me foi tirado do nariz que concerteza iria até ao fígado, do qual saiu um líquido nojento verde, e dormi... dormi, dormi.Dia seguinte de manhã, o médico aparece “olha ela, já está acordada! Vamos lá por de pé! Oupa, já está! Já fez cócó? Não, pronto... não tem mal, faz em casa. Pode arrumar as coisitas, tem alta!” E pronto... com um pontapé no rabo me puseram na rua, 24h depois de aberta, e ala para casa.

Disseram-me...

ontem que devia apagar o ultimo post. Não apago! Uma gaja tem direito a assumir o que pensa! :P

Tuesday, March 11, 2008

Falta... pois falta

Já tenho dito aqui várias vezes que há mais de um ano que estou na mais completa abstinência. Sem nenhum chamego, nenhum roça-roça, nem sequer um beijinho na boca para contar a história. Sim, porque os beijos ou até lambidelas que as minhas amigas me dão quando estão quase tão borrachonas quanto o David Hasselhoff no seu famoso vídeo, esses não contam.

De início senti falta, depois habituei-me até que achei que a libido estava fechadinha numa gaveta para qualquer dia reaparecer já a cheirar a mofo. Mas a verdade é que essa falta se tem manifestado de várias formas mais ou menos camufladas. Eu andava mais nervosa, mais irritadiça, (ainda) mais rabugenta que o costume quando, num daqueles profundos momentos de reflexão que normalmente me acontecem numa divisão da casa em que estou sentada, sozinha, preferencialmente acompanhada de uma leitura cor de rosa, somei dois mais dois, e foi quando vi a luz. Não, não tinha estado a mijar às escuras, mas sim percebi que isto é tudo (e sejamos tremendamente verdadeiros) uma enorme falta de peso. Por mais ordinarote que possa ser esta expressão, é mesmo esse o problema. Poderia brincar sozinha, mas nunca foi de meu agrado, ou ainda arranjar um descompressor de hormonas em versão humana, mas como também sou esquisita e não é qualquer um que serve, então está-se mesmo a ver que não tarda estou a calmantes.

Friday, March 7, 2008

"Open your skis"

Eu fui com espírito para a coisa. Fui de pensamento positivo. Havia de ser capaz de andar de ski – ora que caramba, se meninos de 5 anos já andam todos contentes pela montanha abaixo, eu também conseguiria. Ia cair umas quantas vezes, mas para isso tenho o rabo bem protegido por bochechas rechonchudas.
O início da aula correu bem, depois de carregar os skis às costas durante o que me pareceu mais de quilómetro, tentar andar a direito com aquelas (malditas) botas, fui capaz de esquiar quase em linha recta, travar... estava tudo a correr benzito. O pior começou quando tínhamos de começar a curvar. Ainda agora tenho pesadelos quando me lembro das (poucas) frases que os professores franceses sabiam dizer em inglês “open your skis!” “bend your knees”. Isto já entoava na minha cabeça. Já sei, tenho de “open your skis” mas vai dizer isso às minhas pernas!! Já sei, tenho de colocar o peso do corpo numa só perna, mas estes quilinhos gostam é de estar repartidos. Já sei “bend your knees”, mas se me inclino mais, caio para a frente! E “snow plô”?? Que é isso? Professores franceses a dar aulas em inglês, quando mal sabem a língua, não está fácil! Acabei por conseguir virar, mas sempre acidentalmente – virava quando devia ir em frente e seguia em frente até ir contra a rede de protecção. Uns foram desistindo, outros já dominavam a arte, outros ainda, tal como eu, lutavam por conseguir fazer boa figura.
Aula da manhã terminada. O corpo já doia em todo o lado, mas não gosto de desistir assim, logo à primeira, então que vai de continuar de tarde.
Chegamos à pista. Olho para baixo... o homem está doido, quer que nos atiremos daqui? Então mas eu mal sei parar e é suposto eu safar-me nesta descida? Ok... aqui vai disto.... 1...2...3... Aí vou eu... aí vou... não consigo parar.. AHHAHAHAH! O professor ajuda-me a travar e manda-me tirar os skis. Pronto, está comprovado, não nasci para isto. Ainda tentei outra vez, mas o resultado foi começar a deslizar de costas para só parar no colo de um inglês. Está terminada a minha aventura na neve. Um trenó, bolinhas de neve, eu faço a festa, agora atirarem-me de skis nos pés para uma ravina... aí já não.

Ao menos posso dizer que experimentei!

Thursday, March 6, 2008

Regresso

O convite surgiu no dia dos namorados, o que foi como uma lembrança “ok... não tens gajo a dar-te um peluche com um coração, ou uma almofada bordada com um “I (coração) you”, ou ainda um diploma de melhor namorada, mas pega lá uma viagenzita para os Alpes. É relativamente normal na minha área surgirem estes tipos de convites, afinal a melhor maneira de vender um destino, é conhecendo-o, mas claro, o meu chefe acha que são férias... Nem sei como ele autorizou, mas a verdade é que deixou, e isso é que importa! Lá devia estar bem disposto nesse dia...
Convite aceite, tratava-se agora de procurar uma fatiota de neve. Corri todas as lojas (ou havia tamanho de criança que não apertava na prateleira frontal, ou tamanho gigantone. Finalmente lá consegui que me emprestassem um – outro sobre azul.
Chegada ao frio (mas mesmo muito frio), e depois das apresentações, formalidades e passeio de reconhecimento, era a hora de passarmos ao segundo propósito da viagem – o ski.Primeiro passo: escolher as botas. Imaginava que fossem pesadas, mas o raio dos trambolhos para além de ultrapassarem a tonelada, põe-nos a andar todas tortas, como umas coitadinhas que passaram o dia anterior no ginásio e agora mal podem mexer as pernas. Os skis (de criança para mim, como seria de esperar), e está o equipamento completo. Agora é só esperar pelo dia seguinte, o dia em que vamos deslizar pela neve...